Primavera (Poema) – Por John Latham

Ave que acasala e abelha que zumbe,
Por que tão alegres hoje?
– ” A Primavera vem dançando sobre a campina,”
Assim dizem elas docemente.
Relva que desponta e árvore que brota,
De onde vem vosso verde vivente?
– “O Inverno gigante nos liberta;
Daí este viço vernal! “
Prados brilhantes de flores que irrompem,
De onde vem vosso rico perfume?
– ” A Primavera avança célere com poder,
Espalhando fragrante florescência!
“Florestas há pouco tão nuas e mortas,
Agora ressoantes de alegria;
Do sono elas são conduzidas,
Adornadas como donzela recatada!
” Regatos por muito tempo encerrados em frio abraço,
Rios velados pela neve,
Livres novamente para a alegre corrida da vida,
Aos oceanos vão saltando !
”Folha, e flor, e ave, e abelha,
Alegremente anunciam a Primavera;
O regato rejubila por estar livre;
As florestas alegremente ressoam!
” Todos se unem em doce refrão,
Enquanto o sol se eleva alto,
Trazendo a Primavera em seu séquito,
Através do céu ensolarado.”


FONTE:

LATHAM, John. “Spring-time” (Primavera). The Esoteric: A Magazine of Advanced and Practical Esoteric Thought (O Esotérico: Uma Revista de Pensamento Esotérico Avançado e Prático). Boston, Massachusetts: Esoteric Publishing Company, v. 1, n. 1, June 21–July 22, 1887 (21 de junho–22 de julho de 1887).

Publicação original em domínio público. Tradução autoral.

Imagem: Alpiner Wasen auf dem Blaser in Tirol (1913) – Anton Kerner von Marilaun (Austrian, 1831 – 1898)

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